terça-feira, 21 de outubro de 2008

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

"La Philosophie dans le boudoir"


A FILOSOFIA NA ALCOVA

de Marquês de Sade









fotos: Marcelo Maffei



Sinopse:


Dolmancé e Madame de Saint"Ange, dois dos personagens mais libertinos da história da literatura universal são os protagonistas desse texto, escrito originalmente pelo marquês de Sade, em que é apresentada a educação sexual de uma jovem virgem, com aulas práticas e teóricas de libertinagem. Após o período de aprendizado, a mãe da jovem chega ao palácio dos libertinos para tentar resgatá-la, quando então é confrontada pelos mentores da jovem e por ela mesma.


Texto: Rodolfo García Vázquez, a partir da obra homônima do marquês de Sade.


Direção: Rodolfo García Vázquez


Elenco: Andressa Cabral, Beto Bellini, Diogo Moura, Evelyn Ligocki, Henrique Mello, Marta Baião e Ruy Andrade


Iluminação: Flávio Duarte


Sonoplastia: Poeta Queiroz Filho


Cenários e figurinos: Marcelo Maffei


Executiva: Evelyn Ligocki


Quando: Terças e sextas às 21hQuanto: R$ 30,00; R$ 15,00 (Estudantes, Classe Artística e Terceira Idade)


ESPAÇO DOS SATYROS DOIS


Praça Roosevelt, 134


Telefone para reservas: 11 3258 6345

domingo, 12 de outubro de 2008

Eis o processo... O novo processo.

Eu e Carolina Angrisani. Por Samuel Leon

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Lyndon Wade


"O que pode ser desfrutado em comum é sempre coisa de baixa definição, de pouco valor. Enfim, as grande coisas estão reservadas para os grandes espíritos, os abismos, para os espíritos profundos, as delicadezas e os calafrios reservados aos refinados, numa palavra: as raridades para os raros."




Friedrich W. Nietzsche em "Além do Bem e do Mal"

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

terça-feira, 16 de setembro de 2008

O velho


O velho diz:
Toda uma vida carregada de duas coisas, ilusão e esperança, pra chegar agora e nada acontecer...
E será que teria vivido tanto sem elas?
Às vezes uma vida de decepção é bem melhor que uma vida de ignorância e inércia.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Como criar coragem em meio ao vale dos amedrontados.

Erwin Olaf


Os meus filhos não jogam futebol. Os meus sonhos não são de papel marche. Contento-me com pequenas promessas...Ando sobre as águas sujas das pequenas poças. Canto uma canção de amor com a voz rouca e falha. Espero alguém que talvez não chegue. Como acabar com um problema que não sabe qual é? O sangue fresco de seus olhos ainda escorre aqui dentro. Deixa o sol entrar. Você está tão pálido... Sua máscara anti tudo já está gasta. Preciso mudar de direção. Esquartejados, carbonizados, enforcados e atropelados. Sonhos interrompidos. Como uma prostituta apedrejada. Preciso bombear meu coração...Preciso sentir o calor novamente. Preciso tremer, ou melhor, temer o frio que me envolve. Sinto falta do amor que um dia eu senti...Sinto falta de mim. Sinto que preciso de um novo all`star... (risos seguidos de gritos e pequenas contrações desesperadas) Eu espero não esperar ser surpreendido. Por favor! Me surpreenda. Me diga coisas que eu não sei. Cante algum salmo pra mim. Me ensina a ser mais eu. Sorria sem ver meu corpo. Me peça pra te beijar a nuca e depois, e depois te abandonar... Me peça para acariciar seus ombros... Me ame, por caridade! (Risos monossilábicos seguidos de pequenos passos com os braços levantados, uma lágrima cai ao mesmo tempo que um leve sorriso se forma, ele salta e voa pra longe).

quarta-feira, 3 de setembro de 2008


Existirá sempre alguém que não se importará e nem se estremecerá com os meus olhos azuis.
Com meu jeito amigável...
Nem compartilharão meu sonhos...
Muito menos minhas realidades...
Mas isso não importa...
O que realmente importa, são minha pequenas estórias da qual construo dia após dia minha personagem que grita minhas angústias.
Mas ninguém ouvirá verdadeiramente com os ouvidos da alma, e sim do corpo.

BORBOLETAS DE SOL DE ASAS MAGOADAS


Estréia: 10 de setembro



Sinopse: “Borboletas de Sol de Asas Magoadas” leva para o palco o universo das travestis. Bety recebe o público para contar os detalhes do dia-a-dia de alguém que nasceu em corpo de homem, mas vive em um universo feminino. O público mergulha em um universo, ora cintilante, ora opaco, de preconceitos, risos, silicone, sexo, música, salto alto, desprezo, solidão e feminilidade. A atriz recebeu o Prêmio Açorianos “Atriz Revelação” em Porto Alegre em 2002 e indicação Prêmio Qualidade Brasil - Melhor Atriz SP em 2006 pelo espetáculo.

Texto: Evelyn Ligorki

Direção: Evelyn Ligorki e Celina Alcântara

Elenco: Evelyn Ligorki

Quando: Quartas às 21:00

Quanto: R$ 20,00; R$ 10,00 (Estudantes, Classe Artística e Terceira Idade); R$ 5,00 (Oficineiros dos Satyros e moradores da Praça Roosevelt)Lotação: 70 lugaresDuração: 60 minutos

– Indeterminado.
Ops. , é no teatro do Satyros I

Marquis au cube...

"Os 120 Dias de Sodoma","A Filosofia na Alcova" e "Ciranda dos Libertinos".

"A Filosofia na Alcova" é a primeira montagem dos Satyros para um texto do Marquês de Sade, grande aristocrata e escritor francês do século XVIII marcado pela pornografia violenta e desprezo pelos valores religiosos e morais de seus escritos. Exibida pela primeira vez em 2003, é a primeira parte da trilogia dos Satyros com textos de Marquês de Sade.


Além dela, "Os 120 Dias de Sodoma", dando seqüência à trilogia de Sade. O espetáculo trata das questões filosóficas e políticas colocadas pela obra sadeana, em um contexto brasileiro de corrupção e decadência das instituições sociais.


“Ciranda dos Libertinos”, que encerrará o conjunto das três peças, será apresentada ainda em outubro deste ano.

sábado, 30 de agosto de 2008

"Ele não é meu Filho" de Philippe Gaulier


Três bufões, no corpo de três mulheres e uma paródia sobre o Pai, o filho e o Espírito Santo. Três mulheres em trajes decadentes, típico dos bufões, estabelecem como que em uma brincadeira o contar a história. E quando a brincadeira começa, tudo se modifica e aquela incerteza de ter novamente errado ao entrar em um espetáculo qualquer, se torna na certeza de querer ficar. Nada deixa a desejar, desde o cenário minimalista até o trabalho das atrizes que primorosamente gritam os excluído. Eu me lembro de uma vez ouvir um apresentador de um programa de entrevistas da madrugada dizer que o teatro alternativo não existe, pois teatro é teatro, sempre. Mas tenho cá pra mim que o teatro alternativo nada mais é do que a única alternativa que muitos artistas tem de mostrar para o que vieram, de trabalhar, pagar o aluguel, etc... Enfim, nem todos podem ter um camarim iluminado. O que os tornam excluídos, ou não? Então eu sugiro, que você simplesmente tire o rabo das poltronas aveludadas dos teatros de elite, e venha para o limbo, sentar nas cadeiras de madeira, colocadas de forma improvisada e dividir seu espaço com os ratos. E me diga se ali, debaixo daquelas vestes e daquela voz modificada, não está uma atriz, um ator à altura de Bibi Ferreira, Paulo Autran ou Cacilda Becker. Esse paralelo é apenas uma singela divagação minha, em relação ao teatro e seu sistema. Mas os excluídos desse espetáculo abrangem uma proporção muito maior, que transcende um tipo especifico de classe. Vai além dessas linhas. Uma sociedade que não sabe como cuidar de seus filhos. Será que a mãe pátria está cansada de parir seus filhos bastardos? Ou melhor, será que nós estamos cansados de amamentar os filhos dos outros. Enfim, tudo isso é simplesmente algo que o próprio espetáculo me fez refletir, e com certeza continuo. Mas aqui fica o meu convite para o espetáculo que tem sua última apresentação hoje, às 24:00 hs, no espaço dos Satyros II. “Ele não é meu filho” é texto do francês Philippe Gaulier, direção de Soledad Yunge e no elenco estão; Monika Plöger, Roberta Gonzalez e Vera Kowalska. Provavelmente retornará.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

"Cubos de gelo no asfalto"

Nesse mesmo dia um velho senhor de cabelos brancos sujos sentou-se ao meu lado, ele tinha um cheiro de podre, quase que insuportável, então, então ele começou a falar comigo, acho que era louco, sei lá. Ele falava comigo sem som, só movimentava os lábios, sem soltar um único som. E eu tentava imaginar o que aquele velho de cabelos brancos sujos me falava, então não resisti e quebrei o silêncio: - O que? – Eu perguntei. Ele não respondeu. Apenas continuou a movimentar os lábios. Depois de alguns minutos o velho parou, de movimentar os lábios. E eu comecei, comecei a movimentar os meus lábios, bem devagar, tipo, falar sem som mesmo. Ele ficou me olhando por um momento e em seguida soltou uma gargalhada, também sem som. E quando eu estava começando a me divertir com aquilo, ele de repente começou a falar, agora com som. Acho que milagre, pensei, mas para minha surpresa percebi que junto do som de sua voz, também voltei a escutar o som da praça, dos poucos pássaros que ali estavam, das crianças e dos pastores. Então eu me levantei do velho banco da praça, agora barulhenta, e sem me despedir do velho senhor comecei a andar. Só andar, sem destino. Mas aquele cheiro do maldito velho, me perseguia pelas ruas sujas do centro. Na verdade eu só gostaria que as coisas fossem um pouco diferentes. Na verdade tem muitas coisas que eu gostaria. (pausa) Gostaria por exemplo de um dia, sair andando por aí... Sabe, sem destino. Vender tudo que eu tenho e sair andando, sem me preocupar com nada, sem me preocupar com absolutamente nada. E depois de um bom tempo caminhando, eu olharia pra trás para me certificar de que estou bem longe. E ao meu redor só estarão coisas novas, cidades novas com suas ruas de terra, pessoas novas, crianças se molhando com mangueira, velhos com seus cachimbos revisando suas velhas histórias na cabeça, sentados em bancos de madeira à espera de um ouvido que as escute. E quando aquele pequeno lugar novo já não fosse tão novo, eu apenas continuaria a andar, mais uma vez, sem preocupações, e mais uma vez eu olharia pra traz, para novamente me certificar de que o novo velho lugar ficou pra traz. E depois de um longo tempo andando por aí, eu compraria um chapéu e só faria coisas impensadas e surpreendentes para mim mesmo, como...(pausa) ...como nadar em um lago ... assaltar um banco... E quando meus pés já estivessem machucados e cansados de andar, eu roubaria um carro e continuaria andando, sempre em alta velocidade, escutando Willie Nelson... Então em um dia qualquer, como em um filme, eu sofreria um pequeno acidente onde bateria com a cabeça, e este pequeno impacto me faria esquecer o meu nome e o meu passado. E quando me sentisse melhor pra dirigir novamente e o carro estivesse consertado, eu continuaria andando, só... só que agora sem ter a preocupação de me preocupar de estar longe do passado... (Pausa) É engraçado, mas nesse exato momento eu tenho vontade de simplesmente sair andando por aí, sem direção, sem destino e sem olhar para os lados, até eu ter certeza de que estou em um lugar onde jamais estive. Sem me importar com absolutamente nada. Sem me importar com o ônibus atrasado, com o trabalho e com aquela merda de jardim seco...Mas infelizmente eu me importo, eu me importo com essa bosta de ônibus, com essa porra de lugar escuro e com essa merda de som que você está ouvindo. Eu me importo! Eu me importo! (Ri convulsivamente). (Progressivamente começa aqui seu desespero) Eu me importo como me importei à vida inteira em fazer tudo exatamente igual para não correr o risco de errar. E juro que pensei que se não corresse tantos riscos ou nenhum, eu estaria seguro...Sempre me bastando na minha velha poltrona... Eu me sinto agora como um figurante em minha própria vida. Eu estou com medo... Eu estou com muito medo... Medo de pensar, medo de ter de ficar me arrastando pelo meu apartamento durante horas, sem que ninguém saiba... Medo de ficar ali por dias, ou talvez meses... apodrecendo... até que meu cheiro podre se espalhe por todos os cantos do prédio... Até que alguém se sinta incomodado com o cheiro de podre e vá reclamar ao síndico... Eu tenho medo de que o maldito cheiro daquele velho, na verdade seja meu... E que aquele jardim seco seja... Eu... Eu gostaria na verdade que em cada canto do mundo, existisse um mega alto-falante de alta freqüência para explodir todos os tímpanos, inclusive os meus, para enfim eu não ter mais de escutar o silêncio dessa barulhenta cidade. E então eu não teria mais que escutar coisas que eu não estou afim, nem as suas e nem as minhas lamentações... Eu não precisaria escutar praticamente nada... Pois com os meus tímpanos furados eu simplesmente não escutaria... Por que ninguém nunca está a fim de escutar... E então com os meus tímpanos furados e vazando eu não precisaria escutar coisas do tipo... A vida é assim mesmo... Vai ficar tudo bem, ou... Ou que você tem apenas algumas semanas de vida... Então você percebe que essas algumas semanas de vida, serão as únicas semanas que você realmente se sentiu vivo...

...É muito fácil vendo de fora... mas a gente complica tanto, tanto, tanto que vira VIDA...

Por Danilo Amaral

terça-feira, 26 de agosto de 2008

domingo, 3 de agosto de 2008

Tenho um milhão de coisas pra contar...
Amores de um dia...
Sonhos de uma noite...
Realidades explosivas...
Poderia dizer milhões de palavras aqui.
Mas no momento, prefiro viver todas elas...
E no dia seguinte, esquece-las, de maneira natural.
Quem? Eu disse isso?

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Memórias póstumas de um...



Seu hálito lascivo me refrescava a alma e iluminava meus desejos mais íntimos. Fazia de seu sono um quadro de traços delicados. Enquanto dormia e sonhava com seu realismo fantástico, eu me contentava em observá-la, num canto úmido do escuro labirinto. Jamais saberás a tonalidade onírica que sua pele tomava à luz da lua. Jamais saberás o quanto me excitava com cada movimento seu, com cada arrepio, com cada parte descoberta de seu corpo, com cada suspiro. Eu deveria rasgá-la com minhas presas, mas a sua ingenuidade me fez anjo. Fiz-me cria em seu macio seio. Confesso que conhecia cada centímetro de sua delicada pele, e isso me enlouquecia. Como conter meus desejos, meu faro? Seu inconsciente cio me fazia esquecer o raciocínio e me entregar à voluptuosidade. Então eu babava como animal. E me encontrava em meu primitivismo. Esperava que adormecesse novamente para me aproximar e entrelaçar meus chifres em seus cabelos e penetrar seus sonhos. Com atitudes mortais e inesperadas eu me via seguindo por caminhos não profetizados em Creta. E assim, passo a passo eu me aproximava do abismo. Minha vontade era de tomá-la em meus braços e esquecer o mundo que nos separava. Parte de mim, a desejava, enquanto a outra, queria devorá-la. Jamais saberás o quanto era admirada quando corria por todos os lados do labirinto, ofegante, com medo, tentando achar a saída, sem imaginar que tanto a entrada como cada muro daquele labirinto quem definia era eu. No entanto só sairia, quando eu desejasse. Quando eu desejasse... Se partisse, não teria mais sentido. Como a filosofia ou o ópio, um caminho sem volta. A experiência traz a ausência. Entre minha sobriedade e sua liberdade. Optei pela loucura e me sacrifiquei pelo sacrifício que me enviaram. Ingênuos, ou oportunistas são aqueles que dizem que fui morto pelas mãos de um mortal.

sábado, 14 de junho de 2008

Por Gabriela Hatum de Mendonça.


Ludíbrio desfrutável


"Devasso pecado íntimo que a mim

Condena meus devaneios surrealistas.

Sou a afronta inquietante do moralismo,

A feição humana aprisionada, obscuramente sádica.


Insanidade astuta, anseio instintivo.

Serei a amante fatídica, a libertina

A qual levará a ti a condenação, a clemência.

E desvirtuada trarei seu deleite.


Lolismo, Voyerismo, Sodomia.

Parafilia em falicismo.

Farei a minha iniqüidade flamejar em ti, equilibrado humano.


Em entediados momentos particulares

Procurará em rebento faminto a ninfa oculta,

O anjo místico amaldiçoado pela inclinação imprópria,

A sublime cópula coibida.


Realidade fidedigna, dissimulada repressão.

E sua veleidade, deslumbramentos em volúpia são acorrentados

Criando em ti a patologia da lascívia torpe, fazendo-o fraquejar

Diante de meus indignos apetites impudicos.


Bondage, Corefilia, Frotteurismo.

Sadismo e Masoquismo.

Sofrimento ao êxtase, imponho a ti, sensato humano.


Amordaçado, fricções extasiastes

Serão cometidas por minhas oscilações corpóreas

Em uma dança exótica entre meus flancos e ventre, e

Levá-lo-ei ao esplendor de todo júbilo.


Serei, assim, sua apologia ao crime,

A mascarada corrupta, a cruel intrusa de suas idealizações.

Estalos de açoite, o espartilho entreabrindo-se por minhas falanges,

E em meu mais altivo gemido, findarei meu ousado desígnio:

Conquistar-te."


quinta-feira, 29 de maio de 2008

Vamos! Começai!



Só por uns instantes deixar-me-ei iludir com suas palavras decoradas...
E prometo fingir que nunca as ouvi...
Deixarei você me envenenar com sua malícia, só pra que entenda o quão pequeno é diante do todo e de suas vontades.
Morder-me e sentir o gosto doce de final amargo de meu sangue que está repleto de ácido retinóico e pequenas explosões de animação...
Sua autopromoção sectária de um auto.
Só por um momento me farei cego e desentendido, para que assim possa dar cabo à profecia de seus atos...
Reabilitação desconstrutiva, desabilitação intuitiva...
Quando menos esperar quebrarei seu espelho...
E assim, deixará de existir para si e surgirá para mim.

quarta-feira, 28 de maio de 2008


Manifesto Utópico-Ecológico em Defesa da Poesia & do Delírio

(tempos que quero postar esse manifesto de Roberto Piva)
Invocação
Ao Grande deus Dagon de olhos de fogo, ao deus da vegetação Dionisos, ao deus Puer que hipnotiza o Universo com seu ânus de diamante, ao deus Escorpião atravessando a cabeça do Anjo, ao deus Luper que desafiou as galáxias roedoras, a Baal deus da pedra negra, a Xangô deus-caralho fecundador da Tempestade.
Eu defendo o direito de todo ser Humano ao Pão & à Poesia. Estamos sendo destruídos em nosso núcleo biológico, nosso espaço vital & dos animais está reduzido a proporções ínfimas quero dizer que o torniquete da civilização está provocando dor no corpo & baba histérica o delírio foi afastado da Teoria do Conhecimento & nossas escolas estão atrasadas pelo menos cem anos em relação às últimas descobertas científicas no campo da física, biologia, astronomia, linguagem, pesquisa espacial, religião, ecologia, poesia-cósmica, etc., provocando abandono das escolas no vício de linguagem & perda de tempo em currículos de adestramento, onde nunca ninguém vai estudar Einstein, Gerard de Nerval, Nietzsche, Gilberto Freyre, J. Rostand, Fourier, W. Heinsenberg, Paul Goodman, Virgílio, Murilo Mendes, Max Born, Sousandrade, Hynek, G. Benn, Barthes, Robert Sheckley, Rimbaud, Raymond Roussel, Leopardi, Trakl, Rajneesh, Catulo, Crevel, São Francisco, Vico, Darwin, Blake, Blavatsky, Krucënych, Joyce, Reverdy, Villon, Novalis, Marinetti, Heidegger & Jacob Boehme & por essa razão a escola se coagulou em Galinheiro onde se choca a histeria, o torcicolo & repressão sexual, não existindo mais saída a não ser fechá-la & transformá-la em Cinema onde crianças & adolescentes sigam de novo as pegadas da Fantasia com muita bolinação no escuro.
Os partidos políticos brasileiros não têm nenhuma preocupação em trazer a UTOPIA para o quotidiano. Por isso em nome da saúde mental das novas gerações eu reivindico o seguinte:
1 - Transformar a Praça da Sé em horta coletiva & pública.
2 - Distribuir obras dos poetas brasileiros entre os garotos (as) da Febem, únicos capazes de transformar a violência & angústia de suas almas em música das esferas.
3 - Saunas para o povo.
4 - Construção urgente de mictórios públicos (existem pouquíssimos, o que prova que nossos políticos nunca andam a Pé ) & espelhos.
5 - Fazer da Onça (pintada, preta & suçuarana) o Totem da nacionalidade. Organizar grupos de Proteção à Onça em seu habitat natural. Devolver as onças que vivem trançadas em zoológicos às florestas. Abertura de inscrições para voluntários que queiram se comunicar telepaticamente com as onças para sabermos de suas reais dificuldades. Desta maneira as onças poderiam passar uma temporada de 2 semanas entre os homens & nesse período poderiam servir de guias & professores na orientação das crianças cegas.
6 - Criação de uma política eficiente & com grande informação ao público em relação aos Discos-Voadores. Formação de grupos de contato & troca de informação. Facilitar relações eróticas entre terrestres & tripulantes dos OVNIS.
7 - Nova orientação dos neurônios através da Gastronomia Combinada & da Respiração.
8 - Distribuição de manuais entre sexólogas (os) explicando por que o coito anal derruba o Kapital
9 - Banquetes oferecidos à população pela Federação das Indústrias.
10 - Provocar o surgimento da Bossa-Nova Metafísica & do Pornosamba. O Estado mantém as pessoas ocupadas o tempo integral para que elas NÃO pensem eroticamente, libertariamente. Novalis, o poeta do romantismo alemão que contemplou a Flor Azul, afirmou: "Quem é muito velho para delirar evite reuniões juvenis. Agora é tempo de saturnais literárias. Quanto mais variada a vida tanto melhor ".

terça-feira, 13 de maio de 2008

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Pode ser a gota d'água...


Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota d'água...


(Chico Buarque)

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Malditas exclamações?

A corrupção não parte das instituições, mas sim de um ou mais membros que agem em beneficio próprio. Ela existe desde os primórdios, e ainda está impregnada em nosso dia a dia, e vai desde nossos líderes políticos até o produto contrabandeado que você exibe em sua estante.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Pútrido

Como dizer que são desprezíveis aqueles que se valem de uma tragédia, para se sentirem melhores com o ato da comparação? Desprezíveis são aqueles que se valem da mesma, com o intuito de comprar o pão de cada dia, e ainda prendem a respiração pra não sentir o cheiro pútrido que ele ainda exala. Abutres!

Nostru illusione.

Scott G. Brooks
Negar nossas mais íntimas manifestações naturais, nos afastando dos nossos instintos, não implica necessariamente em uma evolução idealista, mas sim, na vontade de nos aproximarmos de Deus, não de sua essência, mas de sua posição. Nos negamos como subalternos do mesmo, e buscamos sua autoridade, causando assim, uma retórica dominação da massa, mesmo que inconscientemente. O “mal” junto às demais atrocidades contemporâneas são causadas por essa negação da natureza e a imposição de regras, que nos proíbem da execução de algo. Por exemplo, se eu pedir para você nunca imaginar um elefante amarelo com bolinhas vermelhas, você conseqüentemente o imaginará. Igualmente ocorre com esse exagerado numero de regras e proibições em fazer algo que jamais pensamos em fazer. Sendo assim, quanto mais tentarmos nos afastar da natureza e suas conseqüências, mais nos aproximaremos desse “mal” idealista, que tem por sua vez, um caráter imaginário, e distante dos nossos reais instintos. Digamos que o homem de neanderthal surgiu em meio à avenida Paulista, com suas características primitivas, e por suas vez, defeca em meio ao aparado canteiro, todos que presenciassem aquele fato descomunal, se sentiria intimidado, não pelo fato de um homem esteticamente anormal, defecar em meio à avenida, e sim por se ver em suas primordiais ações. Não esqueçamos, que antes de ser, artistas, advogados, deputados, somos animais, e pertencemos a uma classe que não necessariamente precisa se prejudicar para sobreviver. Todo "mal" só existe naquele que busca incessantemente mostrar o que é o "bem". E por sua vez, buscamos o mal, somente para compararmos nossas insignificantes manifestações do “bem”, e assim nos aproximarmos um pouco mais da posição de Deus...

terça-feira, 15 de abril de 2008

Desvanecer...



Todo mundo é ator!
Mas de que serve o teatro?
Vou tirar DRT pra também ganhar cachê!
Agora é sua vez pelado!
Não tem cachê, mas você pode ganhar experiência! (Essa é a pior. Ter de comer experiência?)
Quem você pensa que é? O "ator" David Copperfield!
Mas e aí, você trabalha também?
Você só faz teatro? Me dá um vip?
E aí? Gostou dos 15 minutos de fama?
Qualquer um faria isso!
Ofereçemos transporte e se houver necessidade (pausa) refeição.
Eu compro dvd pirata mesmo !
Ainda vou te ver n


(Sabe o que é pior? Que todas essas frases foram ditas por pessoas ligadas à arte.)


quarta-feira, 9 de abril de 2008


Eu sinto às vezes que a vida é só o ato de recomeçar.
E isso é lindo.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Petit prince. O fim.

Ele estava sentado na cadeira com seu copo vazio de whisky, ao lado, no chão, se encontrava uma flor seca. A poucos metros dali, um pequeno vulcão manifestava suas últimas tossidas, das quais podia se ver pequenas nuvens negras. Sua barba por fazer não escondia o tédio e o desanimo. Milhares de estrelas cadentes o convidavam para um novo passeio. E ele não desviava o olhar do pequeno laço rosa jogado ao chão. Seu pequeno planeta se tornara imenso diante de seus sonhos. Tudo escurece. Tu te tornas responsável por aquilo que cativas... E se o cativado for eu? Onde estão as pessoas responsáveis? Onde está? De que serve o principado num mundo vazio?

terça-feira, 18 de março de 2008

Metamorfose ambulante...

O ser efêmero, não o ser indivíduo, o verbo ser.
Acho que sou filho mimado.
Acho que me faço mimado.
Um dia acordo escultor, noutro pornográfico musicista...
Hoje eu acordei poeta...
Ou melhor, vou dormir poeta...
Amanhã acordarei semi-deus.
Ou um mutante urbanóide com seu ipod semi-contrabandeado...

quinta-feira, 13 de março de 2008

Entresvista com a Luxúria.

Começa aqui uma série de contos levemente eróticos, onde a personagem principal sempre será a luxúria, sendo algo abstrato toma-se aqui a liberdade de coloca-la no corpo de várias personagens e em diferentes experiências...

Conto I



Primeira parte.

A Ninfa

Ela abriu a porta com a chave que minutos atrás retirou de meu bolso quando ainda estávamos no elevador, e entrou na casa como se já a conhecesse, foi em disparada para o quarto onde se trancou no banheiro, enquanto eu pegava o vinho e duas taças que estavam no armário. Deitado na cama, abri o vinho e o coloquei de lado, foi nesse exato momento que vi a porta se abrir e dali surgir não mais aquela jovem tímida que a pouco custava tirar um sorriso, mas sim uma mulher com curvas exuberantes, um sorriso lascivo e um olhar que me penetrava por inteiro. À principio fiquei admirando-a por alguns momentos, e por um simples gesto passei de uma simples admiração para o mais feroz desejo, enquanto de costas para mim se curvou para pegar a garrafa que estava ao lado, e descartando as taças despejou aquela poderosa poção de cor tinta na boca. Pode parecer banal para os leitores esse simples gesto, mas afirmo que não o era, principalmente quando ao tomar o vinho, uma pequena quantia lhe escapava pelos lábios carnudos e lhe escorria pelo pescoço, seio, passando dentre o espartilho branco, até finalmente embebedar a pequena calçinha de renda também branca. A medida que o vinho escorria pelo seu corpo e pingava de seu sexo, meu membro enrijecera de tal modo, que podia-se notar uma forte taquicardia nas rígidas pulsações por sob a grossa calça que vestia. Seu sorriso se tornou ainda mais lascivo quando atentou a agora significativa saliência que ansiava ser tocada. Lentamente ela foi até a vitrola e escolheu para aquele momento um velho disco de Tom Waits, e começou a dançar de uma forma tão delicada que contrastava com o grave timbre do cantor, formando assim um lindo quadro de Waterhouse, com suas delicadas formas de sutil agressividade. Quando me levantei e tentei me aproximar fui barrado por seu sinal negativo, ela me pediu pra deitar novamente e com o olhar fixo de uma predadora se aproximou, e sobre mim lambeu meus lábios e em seguida os mordeu fortemente como se eu fosse presa. Lentamente foi descendo pela nuca e pescoço, desabotoou os poucos botões que ainda restavam em minha camisa e continuou a usar primorosamente a língua e os lábios, ela lambia e mordia meu peito de uma forma tão precisa que parecia saber os pontos mais sensíveis de meu corpo. Enquanto esfregava fortemente seu sexo sobre meu membro rijo, podia-se sentir um sutil perfume de...





Segunda e última parte.


...Maçã... Com a língua vasculhava meu corpo, como se fosse serpente... Desceu até a braguilha e a abriu sem desviar o olhar. Com as mãos ela o expôs de uma maneira firme, e com a língua percorreu toda superfície, me causando o mais divino deleite, meu prazer aumentava mais e mais à medida que sentia o calor de sua boca me envolvendo, sua saliva escorria pelo membro que não hesitava em pulsar firmemente, e ela sorria à medida que sentia aumentar as pulsações e as veias dilatadas pela firmeza que o segurava... Tudo que se seguiu nessa mesma posição deixo a critério da imaginação de quem lê essas linhas, para saltarmos para o momento em que ela se pos de costas pra mim, imobilizada em minhas mãos. Comecei a desamarrar o espartilho, e à medida que os laços eram desfeitos e revelava pouco a pouco suas costas, eu a beijava no pescoço, e descendo pela linha de sua coluna cheguei até sua bunda, que se arrebitava para mim. Enquanto beijava sua bunda, ela se pôs de quatro, de forma quase instintiva, me deixando completamente livre para todos os caprichos possíveis. À medida que ia tirando sua calcinha e revelando seu sexo, minha vontade de mergulhar crescia incontrolavelmente, pus-me a explorar seu sexo com a boca e assim sentir seu doce gosto que me embriagava. Sua respiração se tornou mais ofegante e seus gemidos mais entorpecidos quando nos caminhos de minha língua, cheguei ao ponto que despertava tais interesses, e ali permaneci até o momento que ela se virou, mordeu meus lábios, e me jogando na cama, se fez penetrada por mim com total furor...Vontade era a minha de que aquele momento nunca acabasse. E assim pudesse viver um gozo eterno junto daquela que nunca mais vi e por não saber seu nome eu a chamo de ninfa...