
terça-feira, 1 de março de 2011
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Professione di fede

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
domingo, 19 de dezembro de 2010
Multum...
Hieronymus BoschComo definir esse aferro a essas idéias fixas que transbordaram em meus dias passados?
Confessar talvez o desejo incabível de uma vida tranquila e feliz? Não querer ser importante para muitos, como muitos pensam, mas apenas para um ser? Ser definido apenas como um ser errante que procura um lugar dentro de si, e não como um ser social - psico - maníaco cheio de pequenos transtornos?
Ser indefinido talvez, como num sonho cheio de personagens fantásticas que buscam de maneira persistente apenas um cortejo para acreditar. Essa minha vontade em deixar-me viver com um sorriso no rosto, tem me feito questionar se sou de fato digno de coisas boas, se sou digno de conhecer, mesmo que de longe, essa figurativa imagem, essa insigne figura apetecível que mesmo longe tem me feito tão bem.
Afinal, que venha a felicidade. Quero que me tome nos braços e me faça embriagado em gargalhadas. Quero que todas as lembranças me façam um ser diferente, me façam um ser imperfeito, mas um ser, que de fato é. Quero deixar de lado todas as figuras que me ensinaram a sentir ódio, que me incentivaram a descrença, que disseram como e o que pensar.
Quero muitas coisas, mas dentre elas, a que mais quero é a permanência do querer.
E definir a minha insistência, depois de tantos questionamentos, me parece a mais sóbria loucura.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
sábado, 16 de outubro de 2010
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
sábado, 2 de outubro de 2010
Interrupto.

Sua vontade era tanto de deixar em cada curva do caminho uma pedra, que seus olhos entravam em combustão a cada palavra vazia, a cada gesto sem gosto, a cada fim de história sem começo, apenas com meio, apenas... Enquanto todos giravam de um lado para o outro gritando angustiantes canções de timbre rouco, e seus pequenos soluços a traziam para um mundo um pouco pior daquele que existia de fato, seus dedos magros e trêmulos adentravam pela garganta santa de um mísero corpo, e suas histórias, lembranças, aos poucos iam deixando sua alma, deixando seus olhos. Até o dia que o meu deixou de pesar e passou a flutuar por uma história de pequenas desgraças inventadas por ninguém mais que nós dois. Assim deixei mais uma pedra, entre tantas palavras de desconfortos, entre tantos pesares, entre tantas histórias garganta adentro. Deixei-me sentir a suave brisa de seu hálito, e talvez levá-la para a minha eternidade de pequenos prazeres humanos. A vida continua sendo o que há de mais importante, mesmo que desejando a morte.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
sábado, 11 de setembro de 2010
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
domingo, 5 de setembro de 2010
À merda todo essa farsa de querer bem...
Peter Witkinterça-feira, 10 de agosto de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
sexta-feira, 2 de abril de 2010
terça-feira, 9 de março de 2010
Bruxelas?

Deixo meus passos me guiarem por um caminho cotidiano e me afasto cada vez mais das exceções. Vejo-me caminhando em meio aos grandes arranhas céus, com minha crueldade calada, com meus suspiros de ânsia. Com meus olhos vermelhos de tanto pensar. Para quem meus dias devem ser azuis, para quê? Deixo de lado minhas angústias para comprar um livro qualquer, desses de bolso. Mas alguns passos adiante olho para trás e vejo os pedaços de mim que ficaram esfolados nos arranhões dos dias que já não se mantêm tão azuis, deixo então a frieza que antes era perpétua tomar conta do ar que me pressiona por todos os lados, por todos os fatos. O mesmo amor que sinto faz me odiar por vezes. Percebo então a sofreguidão de uns poucos, amores, que se mantém intactos. Paro então por uns instantes, e percebo o quanto tem se tornado difícil chorar de pena de mim mesmo. Não tenho tido muito tempo pra isso. Agora preciso dormir para esquecer um pouco esse coração que insiste na dor. Ou será o estômago?Onde foi parar Bruxelas?
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Esse monstro adormecido em mim.
Oleg DouMais uma vez estou aqui. Como era de costume, o aperto pneumático volta com força total.
Paro por alguns momentos e respiro a dor de meus pretos pulmões, estampada nas olheiras profundas da dúvida de um ser. Um ser distante, calado, solitário... Não cabe em mim o que sinto, como não sinto, como uma pedra de gelo, meu coração acelera em desarmonia quando tenta incansavelmente minimizar as marcas de uma noite que insiste
Quando um castelo de areia é derrubado por pés distraídos, e uma criança chora pela queda de um pequeno mundo. Meus dias voltam a fazer sentido. Dando voltas em vários sentidos, procurando o que fazer. Como a criança. Como a criança, preciso crescer. E reconstruir o castelo de areia destruído pela distração dos pés da pessoa que mais amo. Estou tentando, estou tentando, estou tentando, estou tentando... Eu, eu preciso ao menos que minha cabeça esteja submersa em meio a esse mar instável que eu mergulhei. Redescobrir-me a cada dia, me reconstruir a cada queda. Assim me calo mais uma vez, e espero que a meu retorno aqui, nesse purgatório, esteja muito distante. Como também espero que seu sorriso volte a ser meu.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Ladainha dos medos.
E mesmo assim insistem em dizer que vôo alto demais, que falo alto demais ou que rio alto demais. Só não entendo como alguém tão pequeno e medroso como eu, pode incomodar tanto, ocupar tanto espaço.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Lévi-Strauss...
Quando amamos nos deixamos apagar para o mundo.
"Dostoiévsk no Armário"
Seja o que for é estranho que nesse momento as pessoas raramente desmaiem.
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E com a força que existe em mim, creio que sou capaz de suportar todas as torturas, contanto que possa dizer a cada instante, eu existo...
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
A Lua é Minha
sábado, 10 de outubro de 2009
Constatium
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Mistérios...
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Phedra D. Córdoba estréia seu show STRANGER - ESTRANHO?
Lembro-me da primeira vez que entrei no Satyros, estava aguardando para assistir um espetáculo, quando de repente entra uma mulher alta de cabelos avermelhados vestida como uma verdadeira estrela de cinema. Chamava muita a atenção, preenchia o espaço todo, com brilho e uma risada de tirar o fôlego. Phedra D`Córdoba me disseram, ela entrou pela porta da frente do teatro, e alguns momentos depois de ter começado tal espetáculo, eis que surge mais uma vez para abrilhantar ainda mais o colorido espetáculo da CIA., com suas mágicas castanholas. Após o espetáculo, estava eu, o Fabiano Machado e alguns amigos sentados em uma mesa do lado de fora, quando ela arrasta uma cadeira e se senta junto a nossa mesa com suas histórias dignas de roteiros “Almodovarianos”, isso foi madrugada adentro, de sua saída de Cuba até o prédio em que morava pegar fogo. Incrível o
brilho que aquela mulher tinha, como ocupava o espaço todo. Uma verdadeira artista, no mais sublime significado da palavra. Pelas suas histórias podia-se notar seu sofrimento, suas viagens, sua coragem, para poder cantar, dançar e atuar pelo mundo, tantos sorrisos e lágrimas deve ter arrancado das platéias em suas aparições pelos palcos. Hoje voltei ao mesmo espaço do qual a vi pela primeira vez, e lá estava ela, com seus olhos brilhantes, cheios de histórias, tomando conta de todo espaço, preenchendo cada centímetro do palco, da platéia, com suas mágicas castanholas, com seu enérgico brilho, dançando, cantando, contando, atuando, sorrindo e chorando. Pena ter chovido tanto, pouca gente na platéia, mas seu fôlego era de quem se apresentava para milhares pessoas. Afinal, uma estrela brilha sempre, mesmo que poucos estejam voltados pra ela.
Os 20 anos da Cia. de Teatro Os Satyros apresentam Stranger – Estranho?, espetáculo musical com a atriz transexual cubana Phedra D. Córdoba. O show estréia hoje, e fica em cartaz todas as segundas-feiras, 21h, no Espaço dos Satyros UM. O repertório varia entre releituras de clássicos latinos, como Mercedes Sosa e La Lupe, até versões de “Metamorfose Ambulante”, de Raul Seixas, e “I Still Haven’t Found What I’m Looking For”, de U2.
Sobre a diva do SatyrosPhedra D. Córdoba – sobrinha do ícone do teatro cubano Sergio Acebal -, começou sua carreira como ator e bailarino há 56 anos, trabalhando inicialmente em óperas e balés de Havana, utilizando o nome artístico de Felipe de Córdoba.Antes da revolução de 1954, Phedra abandona Cuba e viaja por 16 países, trabalhando em diversas companhias de dança na América Latina, com nomes como Walter Pinto, que convidou Phedra para se apresentar em 1958 no Rio de Janeiro. Após se fixar no Brasil, Phedra D. Córdoba inicia em 1968 seu processo de transexualidade. Ao mesmo tempo, a atriz desponta como ícone da incipiente cultura gay. A atriz passa a se apresentar em casas noturnas históricas, como Medieval, Homo Sapiens, Nostro Mondo, realizando seus shows também em saunas como Thermas Lagoa, Fragatta e Alterosas.
No teatro, Phedra iniciou sua carreira com o grupo paulista Pombas Urbanas, integrando o elenco de “Buraco Quente”, de Lino Rojas. Já em 2003, a atriz inclui o elenco da Cia. de Teatro Os Satyros. Sua primeira participação com a companhia foi na peça “A Filosofia na Alcova”, de marquês de Sade, no Festival de Teatro de Curitiba. Em seguida, integrou o elenco de “Retábulo da Avareza Luxúria e Morte”, “Kaspar ou a Triste História do Pequeno Rei do Infinito Arrancado de Sua Casca de Noz” e segue desde então nas montagens da Companhia.
Sobre o espetáculo
A idéia do espetáculo musical começou na viagem dos Satyros para Cuba, no ano passado, para apresentar a peça LIZ. Depois de sair de Cuba, foi a primeira vez que Phedra retorna ao seu país de origem.No momento, Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez, fundadores da Cia. de Teatro Os Satyros, convidam a atriz para celebrar os 20 anos da Cia. A partir daí, Phedra começa a escolher o repertório, dando prioridade à música cubana. “Rodolfo já conhece meu lado atriz, agora vai conhecer meu lado vedete”, revela Phedra D. Córdoba, com seu sotaque típico. No ano passado, Phedra realizou um pocket show no Espaço Parlapatões após a projeção do filme “Os Sapatos de Aristeu”, de Luiz René Guerra, que tem como protagonista a atriz cubana. A apresentação foi uma prévia do que viria a ser apresentado em seu show, “Stranger – Estranho?”. Repleto de figurinos de seu acervo pessoal, Phedra revisita sua época de vedete do Teatro de Revista.Acompanhando a diva do Satyros, estão os músicos Frederico Godoy, Bruno Balan, Franco Lorenzon, respectivamente no teclado, percussão e baixo acústico. E entre uma música e outra, são projetados vídeos realizados pelo cineasta Evaldo Mocarzel durante a viajem dos Satyros a Cuba.
Todas às Segundas no Espaço dos Satyros I, às 21:00hs.




















