quinta-feira, 9 de abril de 2009

Justine



Ontem fizemos o primeiro ensaio aberto da peça “Justine”, que estamos de forma descomunal, ensaiando a mais de sete meses. Parei ontem por alguns momentos durante o ensaio, e eis que me emociono, como estou agora, com tudo que estava vendo, ouvindo e sentindo. Sem dúvidas este foi pra mim o processo mais difícil e dolorido. E eu só percebi agora. Afinal, assumir nossos defeitos e maldades, não deve ser tão fácil, conviver com vinte e uma pessoas diferentes durante esses meses todos foi bem difícil, principalmente para um solitário como eu... Valeu a pena. Um pedaço de mim está lá, um pedaço de cada um que participou desse processo também está, no chão, nas paredes e no ar daquele teatro, exposto como em uma vitrine de açougue, pra quem quiser ver, de que matéria o homem é feito. E eis que hoje consegui dormir, após meses de insônia...

sexta-feira, 20 de março de 2009

Como dizer que aos poucos aquele mundo preto e branco que eu sempre admirei, foi passando a ter cores vivas e desenfreadas? Como nunca notei que nesse meu reino de cores frias, onde eu me fazia vassalo de mim mesmo, eu sempre possuí estirpe régia... A delicadeza de teus longos dedos, seus cabelos cacheados e seu olhar de interesse em minhas luxuriantes estórias, me fizeram, ou melhor, me fazem querer embriagar-me em sua salíva... E assim eu perco o rumo, fico meio bobo, meio lento, meio inteiro e meio. Não consigo deixar de te buscar com os olhos, não passo mais aquela imagem de senhor de mim, perto de você perco toda minha autoridade. E sabe o que é mais excêntrico? Eu não me importo.

domingo, 8 de março de 2009

Peter Witkin

No cheiro doce de sabor ácido do teu sexo me fiz mergulhar em êxtase e vício...


terça-feira, 24 de fevereiro de 2009


Quando as pupilas dilatam, o coração acelera e a pele passa a ser mais sensível.
Quando as imagens ficam, a saliva escorre e o sangue esquenta.
Quando os sonhos param, o orgasmo se interrompe.
Quando a vida recomeça, as vontades voltam e a vida volta a ser vida...
Mesmo que pra isso, sacrifiquemos algo...
Viciante.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

ALBERTO GUZIK COMEMORA 60 ANOS DE PALCO COM TEXTO DE MIRISOLA

Um dos maiores críticos e atores do teatro brasileiro, Alberto Guzik, e o grande ator e amigo Chico Ribas, em "Monólogo da Velha Apresentadora", riso certo de linhas tortas. Uma comédia que faz rir e refletir sobre preconceitos que se arrastam pelo tempo... Vale muito a pena ver!

“Monólogo da Velha Apresentadora” mostra o desabafo da velha Febe Camacho, que vem do teatro de revista e dos tempos históricos da televisão brasileira. Ela está furiosa porque sua empregada foi seqüestrada e exigem dinheiro para liberar a mulher.
Febe chega a pensar em não pagar o resgate e deixar a empregada entregue à própria sorte. Mas os sequestradores ameaçam denunciar a velha e famosa apresentadora por “falta de sensibilidade social”. Febe aproveita então seu programa para desabafar. Compara seus tempos com os tempos atuais, xinga, briga, faz confissões que envolvem presidentes e altos mandatários do país, lembra dos tempos da revista, de seu começo na televisão.
A velha apresentadora vai revelando aos poucos que tem muita raiva e muitos preconceitos. E aproveita esse momento para dizer com total franqueza tudo que pensa. É uma comédia com ácido cítrico, como costuma fazer Mirisola, que não tem papas na língua e nem nos dedos para escrever o que pensa e para sacudir a pasmaceira, as acomodações, a passividade.

MONÓLOGO DA VELHA APRESENTADORA

Texto: Marcelo Mirisola

Direção: Josemir Kowalick

Elenco: Alberto Guzik

Trilha sonora: Ivam Cabral

Iluminação: Rodolfo García Vázquez

Assistência de direção: Chico Ribas Quando: Quartas e quintas, 23h

Onde: Espaço dos Satyros Um, pça Roosevelt, 214

Quanto: R$ 20,00; R$ 10,00 (Estudantes, Classe Artística e Terceira Idade); R$ 5,00 (Oficineiros dos Satyros e moradores da Praça Roosevelt)

Lotação: 70 pessoasDuração: 40 min

Classificação: 12 anos

Gênero: ComédiaEstréia: 11 de fevereiro a 26 de março

Matemática divina...

J. Peter Witkin


Eis que saio de casa e me deparo com uma mulher magra, que comia algo que não consegui identificar, deitada num pedaço de trapo sujo. Ela acena pra mim com um sorriso que me contagia, eu aceno pra ela também. Ela me diz sorridente; Eu moro aqui, essa é minha casa a quatro anos, graças a Deus... Então somos vizinhos, eu pensei, graças a Deus, ou graças aos homens... Sigo meu caminho, paro alguns quarteirões à diante. Então, eis que tiro um punhado de deus dos homens do bolso e compro uma carteira de cigarro. Porque será que alguns tem direitos maiores sobre esse deus, possuem esse deus em demasia, enquanto outros são privados de sua face? Será realmente que Deus tem culpa de que quase ninguém queira saber fazer conta de dividir? Ou será...


sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

"Entre a bigorna e o martelo, fiquei o som" (Oswald Andrade)


Entre fogos de artifícios eu me refleti em um céu de loucura sanada. E em meu rosto carrego algumas expressões de terceiros, que carregam expressões de outros, que carregam de outros... E dentro dessa minha loucura sanada, me senti vazio e cruel, por amar demais, por querer demais, pelos excessos de meus sentimentos afogados entre um ou outro sorriso amarelo, sempre seguidos de um pigarro. Os sonhos retornam aos seus devidos lugares, e minha loucura volta a ser crônica, que me salva desse pequeno redemoinho de ilusões orgásticas. Meus olhos fechados são sempre mais brilhantes do que abertos, mas como deixar de abri-los, se eu preciso de um pouco de dor. Mas como deixar de caminhar entre uma ou outra viela de purgações, com pessoas destinadas a ser o que outros não querem ver dentro de si, talvez por alguns olhares morais, talvez por medo de sentir o cheiro de podre de seus corpos, recobertos por perfumes que exalam normalidade. Na verdade, nunca tive a pretensão de ser inteiro eu. Talvez amanhã eu me arrependa do hoje, ou talvez eu nem pense em mais nada. Mas minhas mãos geladas, e minhas olheiras desbotadas irão me perseguir durante todo tempo de vida. E quando eu não tiver mais força para abrir os olhos e sentir dor. Eu partirei sozinho, leve, sem lembranças, e provavelmente com uma daquelas caixas de perfume de que a pouco falei. Então por enquanto, me deixa ser assim, meio frio, meio louco, meio sozinho, meio inteiro, meio belo, meio animal, meio humano, me deixa ao menos ser a metade de algo que ninguém quer ser...

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

O fim do ano ou apenas a vontade de se renovar...


Como um jogo de xadrez se fez a vida. Só nos cabe decidir se seremos as peças, o tabuleiro, ou apenas a vontade que as move. Só temos que continuar jogando, apenas jogando... Servindo-se de nós mesmos para nossas melhores jogadas. Mesmo que essas sejam apenas imaginárias. Com o término desse ano muitas vitórias obtive, não sendo adversário de outros, e sim, da minha própria desistência. Agora é só esperar ansiosamente para que nessa nova partida, eu continue sendo o que fui. Um pouco de tudo? Só que algumas casas adiante. Feliz por esse ano que passa, e incalculavelmente presente nesse ano que entra. Deixo aqui todas as possibilidades passadas, para entrar com um milhão delas, que podem ser certas ou erradas, mas vivamente novas e talvez passageiras...

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Um brinde aos anjos da Roosevelt...


Eu acho a praça Roosevelt um pedaço do céu, não aquele céu de que tanto falam, não com aqueles anjinhos loirinhos e pálidos que chegam a dar medo, principalmente se for aqueles que possuem só cabeça e um par de asas... E sim um céu de pessoas reais com suas bocas sujas e suas realidades expostas. Nada a esconder. Ontem teve uma festa de confraternização para o pessoal da praça. Alguns moradores mais antigos e alguns outros recém chegados. Crianças sentadas ao lado de travestis sem nenhum problema, sem nenhum julgamento... Como num mundo perfeito... Já que o lugar é um pedaço do céu... Acho que as pessoas seriam um pouco melhores se freqüentassem com mais freqüência aquele lugar, já que teriam de dividir a mesa com pessoas que são julgadas como inferiores pela grande maioria. No que são melhores? Então saio de lá um pouco mais feliz, e com os meus passos largos e falsos vou andando pela rua das luzes, Augusta. Madrugada clara, iluminando alguns sonhos e poucas novidades. Alguns sorrisos embriagados pelo caminho. Algumas gargalhadas nervosas junto de amigos. Descemos algumas escadas até um lugar escuro, algumas mulheres dançando e pouco ar. Parei por uns instantes e sorri para mim mesmo no espelho... Sorri e constatei o quanto estou feliz por viver tudo isso ao invés de ficar sentado durante horas me lamentando por algo que nem existe. Quero todas as madrugadas. Prefiro mesmo todas as possibilidades... Quero a noite clara e alguns goles de absinto... Quero alguns sorrisos desdentados e algumas palavras de conforto. E muito abraços sinceros. Tenho tudo isso. O que mais eu poderia querer?

sábado, 13 de dezembro de 2008

Preguiça...


Quem foi que disse que eu era forte

Nunca pratiquei esporte, nem conheço futebol

O meu parceiro sempre foi o travesseiro

E eu passo o ano inteiro sem ver um raio de sol

A minha força bruta reside

Em um clássico cabide já cansado de sofrer

Minha armadura é de casimira pura

Que me dá musculatura, mas me pesa e faz doer

Eu poso pros fotógrafos e distribuo autógrafos

A todas as pequenas lá na praia de manhã

Um argentino disse, me vendo em Copacabana:“No hay fuerza sobre-humana que detenga este Tarzan”

De lutas não entendo abacate

Pois o meu grande alfaiate não faz roupa pra brigar

Sou incapaz de machucar uma formiga

Não há homem que consiga nos meus músculos pegar

Cheguei até a ser contratado

Pra subir em um tablado pra vencer o campeão

Mas a empresa pra evitar assassinato

Rasgou logo o meu contrato quando me viu sem roupão
("Tarzan, O filho do alfaiate" de Pedro Mariano)

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Fée

Aleg Dou
Eu gozo ao perceber que o agora já é passado...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Le réflexe de moi dans le miroir du Narcisse qui pleure…

SALVADOR DALI : « La Métamorphose de Narcisse »1937



Eu tenho a alma de um vagabundo e um bom travesseiro para abraçar. Vivendo na espera constante de um novo amor, só para depois o abandonar. A vontade estranha de ser mais um no meio de tantos. A vontade estranha de ser tantos dentro de um. Um leão faminto com alguma carne para dilacerar, e depois cuspir para os abutres que a esperam deliciar. Os olhos de gato que revira latas em busca de um rato, enquanto em casa possui dentre todos o melhor prato. Alguns poucos amigos que faço questão de me gabar, e carrego dentro dos olhos todos juntos para todo lugar. Tenho um casaco novo todos os dias do verão. E ando pelado durante o inverno por opção. Caminho no fogo esperando o medo me matar, e depois ressuscito das cinzas de maneira suja e com minha língua vulgar. Derramo algumas lágrimas durante a noite para te confortar, enquanto me masturbo pensando em mim mesmo em um bom lugar. Tenho pesadelos constantemente, e agradeço todos os dias por acordar. Possuo dentes de ferro e um escudo de prata no calcanhar. Um cavalo negro que de tão arisco chega a matar. Asas que de tão grande chegam a pesar. Chifres de rinoceronte, e uma longa amizade com o caronte. Um coração de pedra e sentimentos profundos. Possuo uma constelação só para iluminar o meu mundo. O meu suor amargo e envenenado já fez cair por terra os mais terríveis guerreiros. E a minha vida profana já pôs em dúvida a crença dos mais famosos santeiros. Tenho a costa larga e um couro grosso de tanto apanhar, mas tenho as garras afiadas e um olhar ingênuo para acompanhar. A minha saliva quente que em cada corpo tende a marcar. E essa luz que me acompanha no mais profundo penar. Amando sempre, mas nunca a mesma pessoa. Esperando sempre aquela que me faça enlouquecer, e talvez me mostre o quanto eu amei de maneira à toa. Ou simplesmente nem cheguei a amar.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Despedida...



Lava
A minha memória suja neste rio de lama,
A extremidade da tua língua me limpa por toda parte,
E não deixa mais o mínimo vestígio
Daquilo que me prende e que me cansa.
Infelizmente!
Caça,
Persiga-o em mim, é apenas em mim que ele vive,
E quando o tiver na extremidade do teu fuzil,
Não ouça se ele te implora,
Você sabe
Que ele deve morrer de uma segunda morte
Então,
Acaba com ele... outra vez.
Chora!Eu tenho feito isso antes de você e não adiantou nada,
Quão bom é os soluços (de choro) inundarem as almofadas?
Eu tentei, eu tentei
Mas tenho
O coração seco e os olhos inchados
Mas tenho
O coração seco e os olhos inchados
Então queima!
Queima no momento em que se envolve na minha grande cama de gelo
A minha cama como uma banquisa que derrete quando você me entrelaça
E mais nada é triste
E mais nada é graveSe tenho...
O teu corpo como uma torrente de lava
A minha memória suja neste rio de lama
Lava!
A minha memória suja neste rio de lama
Lava!
(Chanson D`Amour)

sábado, 29 de novembro de 2008

Vontade de cicatrizar todas as feridas que causei... Mas como?

sexta-feira, 28 de novembro de 2008


Enquanto eu lhe beijava a nuca... Podia-se ouvir um canto doce e rouco saindo da sua garganta.

sábado, 22 de novembro de 2008

Nesse mar de lágrimas...


Desde que nascemos movimentamos tudo que nos cerca. Temos a responsabilidade absoluta sobre a vida e o caminho dos outros. Podemos destruir lugares, matar pessoas, causar danos ou causar benefícios. Quanta dor você causou durantes seu pouco tempo aqui? Quantos sorrisos você destruiu? Quantas noites de sono você perturbou? Quantos sonhos você penetrou? Quantos caminhos você modificou? Com um simples gesto, uma simples palavra, você pode causar coisas maravilhosas, ou simplesmente, derramar algumas lágrimas, que pode parecer de baixo relevo, mas são caras, são raras. Ouvi dizer uma vez que cada lágrima é uma gota da alma. E eu acho que todos temos alma, só que não viemos com uma quantia extra para esses derramamentos desnecessários, somos limitados. A vida continua a mesma, mas os caminhos se modificam a cada minuto. Como uma folha que cai lentamente de uma árvore. O fato de você estar do lado, já modifica sua trajetória. Vivemos no fio da navalha, podemos destruir, construir, destruir novamente, portanto, somos deuses, somos arquitetos, somos construtores de histórias, de buracos ou flores nas memórias. Quantos mundos você explodiu com uma simples negação? Que tenho cá pra mim, não lhe cabe o direito de tal. Então o que eu peço, porém, não impeço, é uma dose de loucura. Precisamos ser loucos para plantarmos um imenso jardim. A consciência em excesso causa um enorme prejuízo, vê apenas o mundo. Enquanto que a loucura vai além de um simples corpo físico. Sejamos loucos então. Somente assim alcançaremos a liberdade absoluta. Não a liberdade do mundo, e sim a liberdade de nós mesmos. Sejamos loucos, para nos sentirmos um pouco melhor diante desse mar de lágrimas com algumas flores flutuantes.

Hoje tem "A Filosofia na Alcova" no SESC Santo André.


sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Eu vibro ao redescobrir pessoas maravilhosas.

Estava eu com minha timidez meio orgulhosa. Quando eu descubro um sorriso sincero, não que nunca tenha sido, apenas não tinha notado. Não foi à toa que nossos caminhos se cruzaram... Não foi à toa que nossas vidas se parecem. E acho que parecer por demais me fez não querer enxergar. Existem pessoas no mundo que merecem uma homenagem todos os dias... Pela história de vida, pelas lágrimas derramadas, pelos sonhos conquistados, pelos sonhos transformados e pelo olhar de criança, que brilha tanto, tanto, que às vezes chega a derreter o gelo em nossas almas. E então percebemos o quão importante ela é em nossa vida. Queria ter esse brilho no olhar... Mas pra que isso aconteça, eu preciso aprender com quem já o tem. Por isso eu vibro. Por uma nova descoberta. A vida nos prega cada peça. Às vezes procuramos tão longe, o que nos inspira, nossos ideais, e não enxergamos que ele está bem mais perto do que pensamos, dentro do sorriso sincero da eterna criança de olhar brilhante, por exemplo... Feliz por esse momento, feliz por descobrir que você sempre foi especial para mim... Por ter me abraçado quando cheguei nessa casa. Feliz por saber que você, no que depender de mim, vai estar sempre por perto. E eu não espero nada em troca, apenas que esse brilho continue contagiando a todos, e aquecendo pessoas congeladas pela vida.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Às vezes quando eu paro, deitado, e sinto o meu sangue correndo a uma velocidade descomunal, meu pulmão se abre por completo. Na verdade, sempre jogo qualquer coisa que deveria estar no coração para o pulmão, então eu aspiro fundo, seguro alguns soluços e jogo tudo em gás carbono. A vida nos ensina que o que não se pode ultrapassar, fica para trás ao mudarmos o sentido. E eu mudo meus sentidos constantemente. Uma vez estou atrás e outras estou bem longe... E assim, meus dias estão completos, com minhas unhas roídas e meu tapete persa. O que mais poderia querer em velho gato vira-lata e sem sentido. Só deixar de te querer? Na verdade, sempre jogo qualquer coisa que deveria estar no coração para o pulmão, então eu aspiro fundo, seguro alguns soluços e jogo tudo em gás carbono. Às vezes quando eu paro, deitado, e sinto o meu sangue correndo a uma velocidade descomunal, meu pulmão se abre por completo. E meu pulmão. A vida nos ensina que o que não se pode ultrapassar, fica para trás ao mudarmos o sentido. Uma vez estou atrás e outras estou bem longe... E assim, meus dias estão completos, com minhas unhas roídas e meu tapete persa. O que mais poderia querer um velho gato vira-lata e sem sentido. Só deixar de te querer? E eu mudo meus sentidos constantemente. E meu pulmão. Às vezes quando eu paro, deitado, e sinto o meu sangue correndo a uma velocidade descomunal, meu pulmão se abre por completo. E meu pulmão. Na verdade, sempre jogo qualquer coisa que deveria estar no coração para o pulmão, então eu aspiro fundo, seguro alguns soluços e jogo tudo em gás carbono. A vida nos ensina que o que não se pode ultrapassar, fica para trás ao mudarmos o sentido. E eu mudo meus sentidos constantemente. Só deixar de te querer? E assim, meus dias estão completos, com minhas unhas roídas e meu tapete persa. O que mais poderia querer um velho gato vira-lata e sem sentido. Uma vez estou atrás e outras estou bem longe... Às vezes quando eu paro, deitado, e sinto o meu sangue correndo a uma velocidade descomunal, meu pulmão se abre por completo. Na verdade, sempre jogo qualquer coisa que deveria estar no coração para o pulmão, então eu aspiro fundo, seguro alguns soluços e jogo tudo em gás carbono. A vida nos ensina que o que não se pode ultrapassar, fica para trás ao mudarmos o sentido. E eu mudo meus sentidos constantemente. Uma vez estou atrás e outras estou bem longe... E assim, meus dias estão completos, com minhas unhas roídas e meu tapete persa. O que mais poderia querer um velho gato vira-lata e sem sentido. Só deixar de te querer? E meu pulmão. Às vezes quando eu paro, deitado, e sinto o meu sangue correndo a uma velocidade descomunal, meu pulmão se abre por completo. E meu pulmão. Na verdade, sempre jogo qualquer coisa que deveria estar no coração para o pulmão, então eu aspiro fundo, seguro alguns soluços e jogo tudo em gás carbono. E eu mudo meus sentidos constantemente. Só deixar de te querer? Uma vez estou atrás e outras estou bem longe... A vida nos ensina que o que não se pode ultrapassar, fica para trás ao mudarmos o sentido.E assim, meus dias estão completos, com minhas unhas roídas e meu tapete persa. O que mais poderia querer um velho gato vira-lata e sem sentido.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Chego a pensar que o caráter de uma pessoa se mede pela língua...
Oleg Dou

domingo, 9 de novembro de 2008

Sur le bonheur des Justes...

Michael Hussar

SUR LE BONHEUR DES JUSTES, ET SUR LE MALHEUR DES REPROUVES


Heureux, qui de la Sagesse

Attendant tout son secours,

N'a point mis en la Richesse

L'espoir de ses derniers jours.

La mort n'a rien qui l'étonne ;

Et dès que son

Dieu l'ordonne,

Son âme prenant l'essor

S'élève d'un vol rapide

Vers la demeure, où réside

Son véritable trésor.


De quelle douleur profonde

Seront un jour pénétrés

Ces insensés, qui du monde,

Seigneur, vivent enivrés ;

par une fin soudaine

Détrompés d'une ombre vaine,

Qui passe, et ne revient plus,

Leurs yeux du fond de l'abîme

Près de ton trône sublime

Verront briller tes Elus !


Infortunés que nous sommes,

Où s'égaraient nos esprits ?

Voilà, diront-ils, ces hommes,

Vils objets de nos mépris,

Leur sainte et pénible vie

Nous parut une folie.

Mais aujourd'hui triomphants,

Le Ciel chante leur louange,

Et Dieu lui-même les range

Au nombre de ses Enfants.


Pour trouver un bien fragile

Qui nous vient d'être arraché,

Par quel chemin difficile

Hélas ! nous avons marché !

Dans une route insensée

Notre âme en vain s'est lassée,

Sans se reposer jamais,

Fermant l'oeil à la lumière,

Qui nous montrait la carrière

De la bien-heureuse Paix.


De nos attentats injustes

Quel fruit nous est-il resté ?

Où sont les titres augustes,

Dont notre orgueil s'est flatté ?

Sans amis, et sans défense,

Au trône de la vengeance

Appelés en jugement,

Faibles et tristes victimes

Nous y venons de nos crimes

Accompagnés seulement.


Ainsi d'une voix plaintive

Exprimera ses remords

La Pénitence, tardive

Des inconsolables Morts.

Ce qui faisait leurs délices,

Seigneur, fera leurs supplices.

Et par une égale loi,

Tes Saints trouveront des charmes

Dans le souvenir des larmes

Qu'ils versent ici pour toi.


Auteur:Jean RACINE

sábado, 8 de novembro de 2008

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Sexualidad explícita de Los Satyros impresiona al público


Juan Pablo Rodríguez

Al terminar la obra, los espectadores quedaron inmóviles en sus asientos, estupefactos y confundidos. Tardaron en recuperarse de la perversidad, el libertinaje, la violencia y repugnancia que causa La filosofía de la alcoba, obra teatral escrita por el mítico Marqués de Sade y representada por Los Satyros, reconocida compañía brasileña.Desde el primer instante, la obra pone a prueba la resistencia del público con escenas de sexo explícito. La puesta en escena comienza con una presentación de los actores y actrices masturbándose, mientras se oye una melodía escalofriante que introduce al público a una historia de lujuria, dolor, poder, libertinaje y reflexión. Cuando el director de la obra, Rodolfo García Vázquez, advertía sobre el contenido de la trama e insistía en que el público que asista a la pista de patinaje en Sonilum, donde se presenta la obra, tiene que tener un criterio sin prejuicios morales, de mentalidad liberal y con capacidad de resistencia, lo decía en serio.El lenguaje visual que presenta la puesta no es erótico, ni sutil, es más bien grotesco, agresivo y perverso; el dominio de escena que poseen los actores es digno de destacar, verdaderos valientes que interpretan el lado más despiadado, ruin y obsesivo del ser humano. La utilización de recursos como la iluminación, la música y el despliegue escénico hace que exista un dinamismo que mantiene la atención en una reflexión constante acerca de la conducta humana dejada a los instintos y pasiones. Se hace referencia a las limitaciones que provocan los conceptos morales, políticos y religiosos al placer y el libertinaje.Sin duda, La filosofía de la alcoba es una experiencia en donde la sangre, la orina, el semen, el excremento, el sudor y la saliva nos hacen reflexionar.

Polémica y provocadora

La obra teatral La filosofía de la Alcoba (1795) está basada en la novela homónima del Marqués de Sade (1740 - 1814) muestra la iniciación sexual de una joven doncella, teniendo como maestros a los míticos Dolmancé y Madame de Saint-Ange, dos de los personajes más libertinos de la historia del teatro. Aunque las lecciones son de sexo, también hay espacio para temas como la política y la moral.Se trata de una obra polémica desde los tiempos de su publicación en 1795, ya que fue censurada por un largo periodo por su alto contenido sexual.
Ficha técnica
Dirección: Rodolfo García Vázquez

Elenco: Andressa Cabral, Evelyn Ligocki, Marta Baião, Beto Bellini, Diogo Moura, Henrique Mello, Ruy Andrade

Iluminación: Flávio Duarte

Sonido: Poeta Queiroz Filho

Escenografía y vestuario: Marcelo Maffei

Producción ejecutiva: Evelyn Ligocki

Duración: 80 minutos

Costo de entrada: Bs 100

LOS SATYROS EN BOLIVIA

Los Satyros presentarán La Filosofía en la Alcoba en Bolivia
Sábado, 25.10.2008

El espectáculo La Filosofía en la Alcoba, basado en la novela homónima del Marqués de Sade y llevado a escena por la compañía brasileña Os Satyros, se presentará en Santa Cruz de la Sierra, los días 31 de octubre, 1 y 2 de noviembre en Sonilum.

La obra, una de las más exitosas producciones del teatro brasileño, llega de la mano de un elenco que es considerado la compañía top del momento en Brasil, con un sinfín de presentaciones alrededor del mundo; es, al mismo tiempo, uno de los espectáculos más audaces y polémicos del elenco paulista, que representará el texto en español, luego de haber realizado la traducción especialmente para el público cruceño.

La Filosofía en la Alcoba muestra la iniciación de una joven doncella, teniendo como maestros a los míticos Dolmancé y Madame de Saint-Ange, dos de los personajes más libertinos de la historia del teatro. Aunque las lecciones son de sexo, también hay espacio para temas como la política, la moral y el mismo significado de la vida, que ganan la escena en una puesta realmente sorprendente y que conmocionó inclusive al público europeo, en los lugares donde llegó a ser montada.

Actualmente en su quinta temporada en São Paulo, el espectáculo ya fue presentado en el Avignon Public Off, Edinburgh Fringe Festival, The Kirin International Arts Festival (Cambridge) y British Festival of Visual Theatre (Londres). Santa Cruz de la Sierra será la primera ciudad latinoamericana fuera de Brasil en presenciar la impactante puesta que la compañía ha preparado para una de las obras más conocidas y controversiales del Marqués, escritor francés que es hoy objeto de culto y se convirtió en uno de los más polémicos de la literatura universal en todos los tiempos.

Si es cierto que la obra impacta por su contenido y por la forma en que es llevada al escenario, lo es más el hecho de que las críticas han jugado a su favor en su trayectoria internacional. Desde "Un teatro revolucionario y diferente" (Cristina Duarte, Blitz, Lisboa) hasta "Un drama violento y un espectáculo de arte puro" (Jorge Pelayo, O Dia, Lisboa) o "La sensación del Edinburgh Festival" (John Orr, The Scotsman, Edimburgo), las reseñas de la pieza se multiplican en reconocimiento al notable trabajo realizado por la compañía brasileña.

Fundada en 1989 por los artistas Ivam Cabral y Rodolfo García Vázquez (director del espectáculo), la compañía Os Satyros se ha convertido a lo largo de los años en una de las más prestigiosas, importantes e influyentes del teatro brasileño. Celebradas por la crítica especializada y por el público de todo el país, sus puestas llenan salas, generan debate y son objeto permanente de estudio en universidades, escuelas y centros de pesquisa teatral. Con más de 60 obras estrenadas en 19 años de existencia, este elenco ya se presentó en decenas de festivales, en Alemania, Cuba, Escocia, España, Francia, Inglaterra, Portugal y Ucrania, entre otros países, llevando a escena obras con textos propios y de autores como William Shakespeare, August Strindberg, Ramón del Valle-Inclán, Heiner Müller, Dea Loher, Nelson Rodrigues y el Marqués de Sade.

Ahora, en Sonilum, los Satyros mostrarán por qué se ganaron el status de ser la principal compañía del teatro brasileño, en tres presentaciones que ciertamente no serán olvidadas por el público cruceño. El viernes y el sábado, la función empezará a las 21:00, mientras el domingo el inicio será a las 20:00. Mayores informaciones a los números 726-59636 o al 708-04252, en el correo electrónico y también en la página web de Teatro en Santa Cruz.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

"Um pedaço de mim"

Maggie Taylor

E então chegamos na praça, eu, Beto e Andressa. Às 7 horas da manhã. E a praça vazia, como já era de se esperar. Será que apareceria alguém para ver “Game Over” às 9:00 am? O espetáculo anterior havia sido cancelado por alguns problemas. Ninguém, simplesmente não havia ninguém faltando 10 para as 9. Resolvemos apresentar mesmo assim. Eis que inesperadamente, surge uma, duas, três e 15 pessoas para nos ver. Pessoas queridas. Então eu paro por uns instantes e penso; Minha imagem pode ser de todos, sempre, mas meu coração é para poucos, bem poucos. E foi uma apresentação linda, eu e a Andressa que particularmente é uma das atrizes mais diciplinadas e talentosas que eu conheço. Algumas lágrimas em alguns olhos. O que me fez fazer daquele “game over” um lindo "start". Comecemos novamente, só que agora com algumas pessoas a mais dentro do coração. Só que agora com um pedaço de mim dividido entre 15. E assim eu caminho um pouco mais feliz, e talvez, um pouco mais leve.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

"La Philosophie dans le boudoir"


A FILOSOFIA NA ALCOVA

de Marquês de Sade









fotos: Marcelo Maffei



Sinopse:


Dolmancé e Madame de Saint"Ange, dois dos personagens mais libertinos da história da literatura universal são os protagonistas desse texto, escrito originalmente pelo marquês de Sade, em que é apresentada a educação sexual de uma jovem virgem, com aulas práticas e teóricas de libertinagem. Após o período de aprendizado, a mãe da jovem chega ao palácio dos libertinos para tentar resgatá-la, quando então é confrontada pelos mentores da jovem e por ela mesma.


Texto: Rodolfo García Vázquez, a partir da obra homônima do marquês de Sade.


Direção: Rodolfo García Vázquez


Elenco: Andressa Cabral, Beto Bellini, Diogo Moura, Evelyn Ligocki, Henrique Mello, Marta Baião e Ruy Andrade


Iluminação: Flávio Duarte


Sonoplastia: Poeta Queiroz Filho


Cenários e figurinos: Marcelo Maffei


Executiva: Evelyn Ligocki


Quando: Terças e sextas às 21hQuanto: R$ 30,00; R$ 15,00 (Estudantes, Classe Artística e Terceira Idade)


ESPAÇO DOS SATYROS DOIS


Praça Roosevelt, 134


Telefone para reservas: 11 3258 6345

domingo, 12 de outubro de 2008

Eis o processo... O novo processo.

Eu e Carolina Angrisani. Por Samuel Leon